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Doenças Sexualmente Transmissíveis

Segredos…

Doenças Sexualmente Transmissíveis

Falar de sexo é bom, é saudável, é prazeroso..fazer então!!! Nem se fala! 

Mas deve ser feito com segurança! Pois ao mesmo tempo que nos da prazer pode colocar em risco nossa saúde. Temos que estar ligados!

Entre riscos, estão as Doenças Sexualmente Transmissíveis, que são além de problemas graves, relativamente comuns.

Mais comum do que vocês imaginam!!!!!!!!!!!!!!

As Doenças Sexualmente Transmissíveis-DSTs são, também, um desmancha prazer, acabam com tesão. Ainda que algumas doenças sexualmente transmissíveis tenham cura, outras acompanham a pessoa por toda a vida (não têm cura). Doenças sexualmente transmissíveis podem afetar a saúde física, emocional e a qualidade de vida da pessoa.

É muito comum a pessoa não apresentar sintomas das doenças sexualmente transmissíveis, na maioria das vezes nos estágios iniciais da doença. Isso pode ocasionar a falta de tratamento até que a doença fique severa. A falta de tratamento precoce pode causar problemas sérios como infertilidade. Algumas doenças sexualmente transmissíveis podem passar para o bebê durante o parto ou gravidez.

DSTs são um sério problema para quem pega, para quem transmite e para o relacionamento das pessoas envolvidas.

Na verdade estas doenças são hoje um problema para todo mundo, pois, à medida que elas se tornam mais frequentes ( o que de fato está acontecendo), aumenta a chance de uma pessoa se relacionar com outra infectada. E não adianta pensar que o bonitinho, a bonitinha, “o direitinho”, “a direitinha”, seja uma garantia, pois ninguém conhece com toda a certeza a vida sexual, senão a sua própria.

Vamos aprender um pouco mais sobres estas doenças, pois o conhecimento é uma das boas armas para se proteger:

—O que são DST?

São aquelas que você adquire ao ter contato sexual (vaginal, oral ou anal) com alguém que já tenha DST. Causadas por várias bactérias e vírus, mais de 20 doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres.

—Como se pega uma DST?

Por meio do contato sexual genital, anal ou oral com um(a) parceiro(a) infectado(a)

– Quem pode pegar uma DST?

Qualquer indivíduo que se relacionar sexualmente com um portador de DST, mesmo que este não manifeste nenhum sinal ou sintoma da doença, pode pegar uma DST. Independentemente de gênero (homem ou mulher), idade, raça, nível cultural ou condição socioeconômica.

— Quem está mais sujeito a pegar uma DST?

Qualquer pessoa que tenha vida sexual ativa pode se infectar com uma DST, incluindo o HIV-Aids.
No entanto, o risco é muito maior nas pessoas que trocam frequentemente de parceiros(as) sexuais e/ou que não usam camisinha, feminina ou masculina, em todas as relações sexuais.

— O que fazer para não pegar uma DST?

Partindo do princípio de que as pessoas querem fazer sexo, que o sexo é uma atividade saudável e prazerosa, não fazer sexo está fora de cogitação, então use CAMISINHA!! ESTA É A MELHOR FORMA DE FAZER SEXO SEGURO.

Para fazer sexo seguro é necessário entre outras coisas:

• Procurar manter-se sempre bem informado e com garantia de acesso ao preservativo e material educativo ou oportunidade de discussão sobre o assunto.

• Dialogar com o parceiro sobre as vantagens e desvantagens do uso da camisinha (inclusive, se for o caso, a opção da camisinha feminina) e negociar seu uso.

• Usar preservativo em qualquer tipo de contato sexual com pessoas que você não conhece ou não tem condições de avaliar o risco, o que ocorre, frequentemente, em encontros ocasionais.

Pode acontecer, infelizmente, que um único descuido resulte numa DST.

Se isso acontecer, o que fazer?

Bem, há um problema. Nem sempre as DSTs mostram a cara. Ou seja, podem não apresentar nenhum sinal ou sintoma.

Neste caso, se o indivíduo perceber que correu risco de pegar uma DST deve procurar um serviço de saúde.

Existem exames (como a sorologia para sífilis, citologia oncótica ou Papanicolau, sorologia para HIV, Hepatite B e C, entre outros), que podem descobrir uma DST antes de que ela mostre algum sinal ou sintoma. O diagnóstico e o tratamento precoce, além de evitar a transmissão para um outro parceiro(a), evita várias complicações que podem ocorrer como consequência das DST, tais como:

infertilidade, cegueira, necessidade de intervenções cirúrgicas, abortamento e malformações congênitas (no caso de sífilis em gestantes), câncer de colo de útero, hepatite, cirrose e câncer de fígado. Além disso, aumentam a chance, pelo menos em dez vezes, de infecção pelo vírus da AIDS

(HIV)

—Quais os principais sinais e sintomas das DSTs

As DSTs, por serem produzidas por vários microorganismos diferentes, apresentam vários sinais e sintomas diferentes. Os mais comuns são:

Feridas nos orgão genitais e ou no ânus – Sífilis (cancro duro), Cancróide (cancro mole), Linfogranuloma venéreo(mula), Donovanose(granuloma inguinal), Herpes genital. Estas feridas podem aparecer na boca.

Corrimentos vaginal (que podem vir acompanhados de coceira e mau cheiro) – Tricomoníase, Candidíase, Vaginose bacteriana.

Corrimento cervical ( pode vir acompanhado de dor no baixo ventre) – Gonorréia e Infecção por Clamídea.

Corrimento uretral (canal da urina) – Gonorréia ( com ardência ao urinar), Uretrite não gonocócica.

Verrugas anogenitais – Papilomavírus Humano-HPV, que também é responsável pela grande maioria das displasias e câncer cervicais.

O que devo fazer na suspeita de uma DST?

Evite as relações sexuais.

Se você suspeitar que esta com alguma DST diante da presença de corrimento, ferida, dor ao urinar, dor durante a relação sexual ou manchas na pele, a primeira coisa a fazer é parar de ter relações sexuais até saber o que se tem.

Sempre procure um serviço de saúde!

Não pense duas vezes!!! Procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo de casa ou trabalho, para receber atenção de um(a) médico(a) ou de um profissional de saúde. Não deixe de relatar ao(à) profissional todos os sintomas, mesmo aqueles que você não considera importantes.

Conte também se você teve alguma relação sexual sem camisinha nas últimas semanas. Não tenha vergonha, toda informação é muito valiosa.

Tratamento por conta própria N U N C A !!!

Jamais use medicamentos por conta própria, a partir de orientação de parentes, vizinhos(as), amigos(as) ou balconista de farmácia. Mesmo que você já tenha utilizado algum medicamento antes, não recorra a ele, pois nem sempre será a solução para o seu problema atual. Faça todos os exames solicitados e siga corretamente o tratamento e as orientações do profissional de saúde.

Converse com seu parceiro ou sua parceira.

Não deixe de conversar com seu parceiro sexual. Ele precisa ser informado do problema para que também procure um profissional de saúde, pois mesmo sem os sintomas, ele pode estar infectado.Além do risco de pegar a doença e sofrer suas consequências, podem transmiti-la para outras pessoas, sem querer ou saber. Se ele não se tratar, você poderá se infectar novamente numa próxima relação sexual.

Previna-se sempre!

Após o tratamento e cura, não dê nova chance às DSTs. Previna-se em todas as relações sexuais, use sempre camisinha, seja ela masculina ou feminina.

O que você precisa saber sobre doenças sexualmente transmissíveis?

– A quantidade de pessoas contraindo doenças sexualmente transmissíveis está aumentando.

– Doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres de todas as idades, etnias e classes sociais.

As doenças sexualmente transmissíveis são tratadas com mais sucesso quando

diagnosticadas cedo. Há testes e muitos tratamentos para doenças sexualmente transmissíveis.

Quando você tiver uma doença sexualmente transmissível é melhor procurar tratamento imediatamente. É importante saber que mesmo que o tratamento curar a doença sexualmente transmissível você pode tê-la novamente. Então use sempre camisinha.

ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!!

Atualmente existe uma programa do Ministerio da Saúde que se chama PEP sexual? PEP sexual (profilaxia pós-exposição sexual): é uma medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos até 72 horas após a relação sexual, para reduzir o risco de transmissão do HIV (vírus

da aids), quando ocorrer falha ou não uso da camisinha. Caso ocorra algum tipo de contato sexual sem preservativo, ou ocorer rompimento do preservativo durante a relação sexual, procure imeditamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Após a exposição, quanto mais rápdo procurar atendimento, diminui a chance de infecção pelo HIV.

Por:
Izabel Chagas – Enfermeira do Ambulatório de Dermatologia e Infectologia

Debora de Freitas Santiago – Enfermeira do Ambulatório de Dermatologia e Infectologia

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